Quando você lê “cerveja artesanal” em uma embalagem, o que imagina?
Uma fábrica cheia de tanques? Equipamentos automáticos? Painéis digitais controlando tudo?
Por aqui, a realidade é um pouquinho diferente.
Na Woman, cerveja artesanal ainda significa cervejeira, panelão, pá na mão e acompanhamento de perto de cada produção.
E nós temos muito orgulho disso.
Sim, é um panelão. E é nele que a mágica começa.
Nossa produção é feita em pequena escala, em bateladas de aproximadamente 350 litros.
Não temos uma linha gigantesca e automatizada em que apertamos um botão de um lado e as cervejas aparecem prontas do outro.
Aqui existe trabalho manual.
Pesamos os ingredientes, acompanhamos temperaturas, fazemos a mostura, transferimos o mosto, monitoramos a fermentação e acompanhamos cada lote até ele estar pronto.
É um processo que exige tempo, conhecimento e, principalmente, presença.
É por isso que gostamos de brincar que fazemos cerveja “artesanal raiz”.
Porque fazemos mesmo.
Pequena escala nos dá liberdade para criar
Produzir dessa maneira também nos permite fazer uma das coisas que mais gostamos na Woman:
inventar.
Nem toda cerveja precisa nascer pensando em milhares e milhares de litros.
Às vezes ela começa com uma conversa.
Uma fruta.
Uma pessoa.
Uma lembrança.
Uma piada.
Ou simplesmente com aquela pergunta perigosa:
“Será que dá para fazer uma cerveja com isso?”
E geralmente alguém por aqui responde:
“Vamos descobrir.”
Foi assim que, além dos estilos que fazem parte da nossa história, surgiram várias edições especiais e limitadas ao longo dos anos.
Algumas deram tão certo que queríamos produzir para sempre.
Outras foram feitas para existir apenas naquele momento.
E algumas provavelmente começaram com alguém nos dizendo que a ideia era meio maluca.
Talvez essas sejam justamente as nossas favoritas.
Mas artesanal não significa fazer de qualquer jeito
Existe uma diferença enorme entre fazer algo manualmente e fazer sem conhecimento técnico.
Por trás do nosso panelão existe Engenharia de Alimentos, estudo, controle de processo e anos de experiência com produção cervejeira.
Cada receita é pensada levando em consideração as matérias-primas, o estilo que queremos produzir e as características que esperamos encontrar no copo.
Temperatura, tempo, fermentação e cada etapa do processo importam.
A diferença é que, em vez de deixar uma grande estrutura automatizada tomar todas essas decisões, nós estamos ali acompanhando o que acontece.
Ciência e artesanato convivem muito bem por aqui.
Na verdade, essa mistura talvez seja uma das coisas que mais definem a Woman.
E depois do panelão?
A cerveja segue seu caminho pelos nossos tanques, passa pela fermentação e maturação e, quando finalmente está pronta, chega ao formato que você conhece.
Hoje, grande parte das nossas cervejas vai para latas de 473 mL.
E até aí existe uma particularidade da Woman.
Porque não queríamos que uma cerveja feita desse jeito terminasse dentro de uma embalagem sem personalidade.
Foi daí que nossos rótulos começaram a se transformar em outra parte importante da experiência.
Você já deve ter percebido que eles são bem diferentes uns dos outros.
Isso acontece porque eles não foram criados apenas para identificar estilos.
Eles representam pessoas.
Pessoas que passaram pela nossa vida, fazem parte da nossa família, são nossas amigas ou deixaram alguma história boa demais para não virar cerveja.
Alguns dos nossos animais também conseguiram esse privilégio. 🐾
Mas essa história merece um post inteiro — e será justamente o próximo.
Por que continuar fazendo desse jeito?
Talvez um dia a Woman tenha mais equipamentos, mais automação e uma estrutura diferente.
Empresas crescem. Processos evoluem.
Mas existe uma coisa que não queremos perder.
A sensação de que alguém realmente fez aquela cerveja.
Queremos continuar criando receitas que tenham personalidade, produzindo em uma escala que nos permita experimentar e sabendo exatamente o que aconteceu com cada lote antes de ele chegar até você.
Porque, para nós, artesanal não é uma palavra bonita para colocar no rótulo.
É a maneira como escolhemos produzir desde o começo.
E toda vez que abrimos uma Woman e pensamos:
“Fomos nós que fizemos isso.”
Ainda dá aquele mesmo orgulho das primeiras produções.
🍺 Do panelão para a lata. Da nossa história para o seu copo.
No próximo post, vamos apresentar algumas das pessoas — e dos bichos — que você provavelmente já encontrou nas nossas latas e contar por que, na Woman, cada rótulo tem uma história.
